Haverá saúde mental na saúde física ?


O dia mundial da atividade física comemora-se a 6 de Abril mas, dado o seu impacto na qualidade de vida das pessoas, quer a nível físico, quer a nível mental, bem que poderia ser celebrado todos os dias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “a atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requer gasto de energia.(1)

São inúmeros os estudos e relatos que comprovam a sua influência. Nós selecionámos três desses exemplos, explicados por profissionais especializados:

  • Stresse e depressão. Uma investigação recente revela que quem pratica exercício físico consegue uma maior capacidade de adaptação ao stresse diário e uma redução na probabilidade de sofrer depressões. O médico psiquiatra Dr. António Sampaio, explica: “Quer a nível de factores neurotrópicos (que fazem uma capacidade de adaptação ao stresse maior); quer a nível do eixo neuroendócrino, do cortisol, por exemplo, (que é uma hormona que responde ao stresse) que é ativada no exercício mas que depois nos prepara melhor para o stresse quotidiano; quer a nível da serotonina que se usa nos medicamentos antidepressivos; o exercício tem uma ligação direta.” E acrescenta: “O regime certo de exercício pode ter sucessos de terapia tão grandes como os medicamentos. E isto é relevante. (…) As pessoas têm de se mexer (...) porque senão pagamos a fatura, quer a nível das cardiovasculares, quer a nível da saúde mental.”(2)

  • Corpo e mente. Tânia Morais, uma profissional com larga experiência na área desportiva, nomeadamente como Personal Trainer, sabe bem do que fala quando defende que “A atividade física não é só para controlar o peso. É uma questão de saúde pública e os seus benefícios são amplamente reconhecidos.” Com alunos entre os 3 e os 60 anos, as razões da procura pelas práticas desportivas são variadas e os resultados visíveis no corpo e na mente de quem as pratica também. “O que não se usa atrofia, portanto, devemos fazer um bom uso do nosso corpo.”, recomenda.(3)

  • Motivo de vida. Steven Reiss, psicólogo americano, é o autor de um recente estudo científico que comprova a existência de 16 motivos de vida em todos os seres humanos. O que torna cada pessoa única é a intensidade com que cada uma vive e sente esses mesmos motivos de vida. A atividade física aparece nessa lista como uma necessidade vital, um motivo de vida presente em toda a população mundial. Este estudo explica ainda que a elevada necessidade de atividade física numa pessoa traduz-se num grande desejo em exercitar os músculos e fazer exercício. Se tal acontecer, esse ato produz uma enorme gratificação, alegria e vitalidade. Mas se esta necessidade não for gratificada, estas pessoas sentem uma grande frustração, inquietação e um baixo nível de energia e bem-estar psicológico.(4)

Neste sentido, deixamos-lhe duas propostas simples para melhorar a sua saúde.

1. Invista no autoconhecimento e no seu desenvolvimento pessoal. O que o faz feliz? Hoje? Quais são os seus motivos de vida? Por onde passam as suas necessidades fundamentais? O SEU IKIGAI responde-lhe através da avaliação individual IKESTION ou da avaliação IKOUPLE. E se tem crianças, ofereça-lhes também a avaliação e o programa IKIDS - um espaço que fomenta o

desenvolvimento da inteligência emocional, cognitiva e social.

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2. Invista na atividade física. Os níveis de atividade física recomendados pela OMS na promoção da saúde são as seguintes(1) :

  • Dos 5 aos12 anos. Praticar, pelo menos, 60 minutos diários de atividade aeróbica moderada a intensa.

  • A partir dos 18 anos. Praticar, pelo menos, 20-25 minutos diários de atividade aeróbica moderada. Ao todo deverão ser realizados 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou, então, 75 minutos semanais de atividade aeróbica intensa.

Alguns exemplos de atividade aeróbica são: caminhadas, corridas, dança, natação, hidroginástica, brincar, andar de bicicleta, ciclismo indoor (spinning), fazer serviços domésticas, utilizar as escadas, fazer atividades ao ar livre e saltar à corda.

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Boas escolhas!

Imagem I PIXABAY

Fontes:

(1) World Health Organization. (2010). “Global recommendations on physical activity for health”.

(2) Programa “Bom dia Portugal” – Canal RTP 1, em 23.02.2016.

(3) Em “Conversas com O SEU IKIGAI”.

(4) Reiss, Steven. (2011). “The normal personality: a new way of thinking about people”. Cambridge University Press. New York.

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